Home » Roteiro de 5 dias em Paris com o Blog Mala de Viagem
Guia de viagem Relatos do Viajante

Roteiro de 5 dias em Paris com o Blog Mala de Viagem

Relato de viagem enviado por Anna Claudia do blog Mala de Viagem.

Paris é tão linda, tão charmosa, que fazer um roteiro de 5 dias na cidade é uma tarefa muito fácil. O difícil é ter que voltar depois, pois a minha vontade era ficar lá por pelo menos mais um mês, passeando por aquelas ruas cinematográficas e sentindo todo o clima romântico da cidade.

Como em cinco dias jamais daria para fazer tudo que Paris oferece, o jeito foi selecionar as atrações principais. Assim montei meu roteiro e agora divido ele com você, para que sua viagem seja sensacional, como foi a minha.

Como essa foi minha segunda vez na “cidade luz”, optei por tirar do roteiro alguns monumentos que já havia visitado na primeira vez. Porém, considerando que provavelmente essa seja sua primeira visita a Paris, acrescentei no roteiro alguns pontos turísticos extras, conforme as distâncias e localização, visando facilitar seu deslocamento.

Os valores mencionados nesse post correspondem aos preços em março de 2018.

Paris Museum Pass

Logo que desembarquei, ainda no aeroporto Charles de Gaulle, procurei por um guichê de informação, onde é possível comprar o Paris Museum Pass.

Importante lembrar que você encontra o Paris Museum Pass a venda em vários pontos de informação ao turista, espalhados pela cidade, ou nos próprios museus e monumentos participantes.

Para economizar tempo e já sair do aeroporto com uma coisa a menos para organizar, preferi comprar ali mesmo.

O Paris Museum Pass é excelente opção de compra de ingressos se você tem intenção de visitar várias das atrações ali elencadas. Embora o nome sugira que é um combo apenas para entrada em museus, ele é mais do que isso.

Vou citar alguns pontos turísticos incluídos na tarifa do Museum Pass:

  • Arco do Triunfo
  • Panteão de Paris
  • Torres de Notre Dame
  • Museu do Louvre
  • Museu dÓrsay
  • Centro Pompidou
  • Museu Rodin
  • Museu du Quai Branly
  • Sainte Chapelle
  • Palácio de Versalhes

 

Vantagens:

  • Quanto mais atrações você visitar, mais economia você faz.
  • Com o Museum Pass você não precisa enfrentar fila para comprar o ingresso. O passe é o seu ingresso, bastando apresentá-lo na entrada.
  • Algumas atrações tem entrada especial para quem tem Museum Pass.
  • Enquanto estiver na validade, você pode visitar quantas vezes quiser o mesmo museu ou monumento.

 

Para começar a usar o seu Paris Museum Pass, você deve escrever na parte de trás do cartão o seu nome completo e a data de início da vigência (primeiro dia de uso). O ideal é começar a usar o seu passe logo pela manhã, pois assim você conseguirá aproveitar mais logo no primeiro dia.

Você pode optar de comprar o passe para 2, 4 ou 6 dias. Compramos para 6 dias, pois não queríamos fazer nada com pressa.

No total ficamos em Paris 5 dias e meio. Daria para comprar o Museum Pass para 4 dias também (fazendo algumas adaptações no roteiro).

Adorei o Museum Pass, pois como são inúmeras atrações inclusas, você tem liberdade para escolher o que mais lhe interessa. Quanto mais lugares você conseguir visitar, mais economia terá.

Valores:

  • 2 dias consecutivos: 48 euros
  • 4 dias consecutivos: 62 euros
  • 6 dias consecutivos: 74 euros

Metrô em Paris

Paris Visite

Embora Paris tenha uma das maiores linhas de metrô do mundo, acho bem simples a forma como são organizadas. Inclusive, tenho mais facilidade em me localizar usando o metrô em Paris do que em Nova York.

O ideal é comprar um ticket de metrô que tenha validade para vários dias. Eu optei pelo Paris Visite, que se trata de um único passe para até 5 dias de permanência na cidade. Os 5 dias são consecutivos.

O Paris Visite é um papelzinho pequeno. Cuidado para não perder. O mesmo ticket será usado em todas as suas viagens de metrô (exceto se a viagem for para alguma área não inclusa).

Optamos por comprar o Paris Visite mais simples, que inclui apenas metrô e RER para as regiões centrais da cidade. Existe também opção de ticket que inclui a área de Versalhes e Disneyland Paris, por exemplo. Mas fizemos uma conta rápida e, para nós, não compensaria.

Pagamos cerca de 35 euros (não anotei no momento da compra e acabei esquecendo, mas me lembro que era algo entre 34 e 36 euros).

Compramos no mesmo quiosque de atendimento ao turista no aeroporto que o Museum Pass. Mas também é possível comprar nos caixas de auto-atendimento ou nos guichês do metrô, ônibus e estações RER.

No quiosque de atendimento você vai pagar um pouquinho mais caro (uns 2 euros a mais), porém, não terá que enfrentar fila. A fila no guichê da estação RER (que fica ao lado do CDG) estava imensa.

Obs. Como nosso Paris Visite não incluía a região do aeroporto CDG, tivemos que comprar separado (cerca de 10 euros) o passe do aeroporto ao hotel. Tivemos sorte, pois a estação que descemos era na frente do nosso hotel (Novotel Paris Les Halles), então nem precisamos fazer troca de metrô.

O taxi do aeroporto CDG ao centro fica em torno de 50/60 euros. Gastamos 20 euros (para os dois) indo de RER, foi rápido e simples. Recomendo ir de metrô (tanto a estação do aeroporto, quanto a Châtelet, tem escada rolante). 

No retorno (hotel – aeroporto), lembre-se de conferir qual o terminal da sua companhia aérea, para descer na parada certa!

Como ir do aeroporto Charles de Gaulle (CDG) ao centro Paris de metrô? O jeito mais fácil é ir de RER B (trem metropolitano, linha B). O RER B chega nas seguintes estações: Gare du Nord, Châtelet, St. Michel Notre Dame e Denfert Rochereau. Veja qual é a que faz a melhor ligação com a linha de metrô que chega ao seu hotel. Se ficar no mesmo hotel que eu fiquei – Novotel Les Halles – você não precisa pegar outro metrô além do RER B, bastando descermem Châtelet, que já sai na frente do hotel.

Navigo Découverte

O Navigo Découverte é outra opção de acesso ao metrô de Paris. Se você optar por ele, lembre-se de levar uma foto 3×4, pois será necessário para fazer o cartão (preço do cartão: 5 euros). É vendido nos guichês do metrô e estações RER, além de quiosques e cafés autorizados.

Trata-se de um cartão (com foto) de uso ilimitado do transporte público, recarregável com passes de 1 semana ou 1 mês. A versão “Découverte” é para turistas e é válido para metrô, RER, ônibus e bonde.

O Navigo Découverte vale para todas as 5 zonas de Paris (incluindo Versalhes, Disneyland Paris e aeroporto Charles de Gaulle) e o passe semanal custa 22,15 euros (o passe mensal custa 73 euros).

Obs:  O monotrilho Orlyval, que leva do aeroporto Orly ao RER, não está incluído nessa opção de Navigo. O monotrilho Orlyval custa 9,30 euros.

Mas se ele é tão melhor que o Paris Visite, porque não comprei? Aí que vem a desvantagem:

O Navigo Découverte semanal vale de segunda a domingo. Não importa o dia que você comprou: ele só vale até domingo.

Considerando que chegamos em Paris na sexta-feira, ele só valeria por 3 dias, tornando-se mais caro do que o Paris Visite para 5 dias diretos (eu precisaria comprar duas vezes o passe semanal, logo, sairia mais do que o preço que paguei pelo Paris Visite).

Obs. Existe outra opção chamada Carnet 10 Voyages (vende nos caixas de auto-atendimento ou nos guichês do metrô, ônibus e RER), que custa 14,50 euros, e vale por 10 viagens. O bilhete avulso custa 1,90 euro, logo, comprando o carnet 10 voyages, você paga 1,45 euro por viagem.

Roteiro Paris dia a dia

A importância do roteiro é te dar o direcionamento, não deixar você esquecer nenhuma atração e poupar tempo, conhecendo lugares próximos de uma só vez.

Paris é uma cidade muito fácil de se localizar. Sinta-se livre para alterar conforme sua necessidade.

Tivemos sorte de pegar dias bonitos e ensolarados. Choveu muito pouco, então isso contribuiu para que andássemos cerca de 14 quilômetros por dia!

 

Dia 1 – Torre Eiffel (almoço) e Louvre (visita noturna)

Jardins do Trocadero e Torre Eiffel:

A Torre Eiffel (Tour Eiffel), símbolo de Paris, foi projetada por Gustave Eiffel, construída no século XIX, inaugurada em 1889, e está localizada no Champ de Mars. Hoje se trata do monumento pago mais visitado do mundo.

A Torre tem 324 metros de altura e fica cerca de 15 centímetros mais alta no verão, em decorrência da dilatação térmica do ferro. Já foi a estrutura mais alta do mundo (teve como prédio sucessor o lindo Chrysler Building, em Nova York). Outra curiosidade é que a Torre Eiffel não foi construída para ser um momento definitivo (seria destruída após determinado tempo), mas por conta do sucesso que fez desde o início, decidiu-se mantê-la para sempre (Ufa! Já imaginou Paris sem sua “Dama de Ferro”?).

Passe a manhã caminhando pelos Jardins do Trocadero. Se estiver visitando Paris nos meses de calor, uma boa ideia é fazer um picnic ali em Champs de Mars.

As fotos da Torre Eiffel vista do Trocadero ficam lindas. Para pegar o lugar mais vazio, precisa ir logo pela manhã.

Em relação ao ponto turístico mais visitado do mundo, aqui vai uma dica: se não quiser perder tempo na fila para subir na Torre Eiffel, a melhor opção é reservar um almoço no restaurante 58 Tour Eiffel (fica no primeiro andar da Torre, onde tem o chão de vidro). Fizemos isso e a experiência foi ótima.

Com a reserva no restaurante 58 Tour Eiffel, você acessa a Torre por um elevador diferente, especial para quem tem reserva. Depois do almoço você pode subir até o segundo andar (já incluso, mas você precisa subir pela escada). Caso queira, você também pode comprar o bilhete extra para o elevador e ir até topo (a vista do segundo andar já é bem legal, então não vi extrema necessidade em subir até o topo).

A Torre Eiffel fica aberta todos os dias, das 9:30 às 23:00.

Obs. A subida à Torre Eiffel não está incluída no Paris Museum Pass.

Torre Eifell

torre Eiffel

Palais Royal e Louvre:

Recomendo que você comece sua visita pelo Palais Royal, que fica do lado do Louvre e é lindo para fotos. Fomos lá na sessão de fotos que fizemos com o fotógrafo Ton Bueno, inclusive ainda vou fazer um post aqui no blog contando como foi a experiência de fazer um ensaio fotográfico profissional em Paris.

Como em todo grande museu, e principalmente no Louvre, tenha em mente o que você deseja visitar.

Existem opções de visitas guiadas, mas não fizemos. Fomos “desbravando” o museu por conta.

Visitamos o meu numa sexta-feira, que é um dos dias que o Louvre fica aberto até às 22 horas. Isso foi fundamental para que conseguíssemos fechar o roteiro.

O Louvre fecha às terças-feiras (como os demais museus de Paris). Quarta e sexta funciona das 9 até às 22 horas, e nos demais dias fecha às 18h.

O legal de ir no museu quarta ou sexta é que, além de poder fazer a visita noturna, depois você pode tirar fotos na entrada, sem ninguém e com a pirâmide iluminada. As fotos ficam sensacionais.

Tendo o Museum Pass, você passa somente pela fila da inspeção na entrada, sem necessidade de enfrentar a bilheteria.

Algumas das obras mais famosas que você poderá conhecer:

  • Aphrodite, Vênus de Milo: localizada no térreo, ala Sully, sala n° 7, na sessão dos gregos, etruscos e romanos.
  • Egito e mùmias: localizada na ala Sully e distribuídas em vàrias salas da sessão dedicada ao Egito.
  • Mona Lisa de Leonardo da Vinci: localizada no 1° andar, ala Denon na sala 6, na sessão de pinturas italianas.
  • Os escravos de Michelangelo: localizada na ala Denon, sala 4, na sessão de escultura italiana.
  • Vitória de Samotrácia.
  • Ala dedicada ao Egito Antigo, obras como o Escriba Sentado e o Código de Hamurabi.

Não achei muito fácil me situar dentro do museu, (nos perdemos algumas vezes). Pegue um mapa e pesquise previamente mais ou menos onde está cada obra que você quer ver. Isso vai otimizar muito seu tempo.

Obs. O Louvre é museu incluso no Paris Museum Pass. Se sobrar tempo, você pode, inclusive, ir nele mais de uma vez, pois com o Museum Pass há essa vantagem.

Palais Royal

Louvre

Dia 2 – Ópera Garnier, Galeries Lafayette, Museu D´Orsay, Museu Rodin, Les Invalides

Ópera Garnier:

Não fomos à Ópera Garnier nessa viagem, mas deixo ela como sugestão de visita antes das Galeries Lafayette em razão da proximidade.

A Ópera Gernier (ou Palais Garnier), é a sede da Ópera Nacional de Paris, um dos monumentos mais imponentes da cidade. O edifício neobarroco inspirou a obra “O Fantasma da Ópera”.

É possível a visita no interior do prédio (visitei na minha primeira vez em Paris). O luxo marca o local – destaque para a sala de espetáculos, decorada em tons vermelhos e dourados, e 1.900 assentos de veludo vermelho. Outra atração é a escadaria de mármore branco.

Após conhecer a Ópera Garnier, se quiser tomar um café nas redondezas, recomendo o famoso Café de La Paix, que fica ali na frente da Ópera Gernier.

Galeries Lafayette:

Visitar as Galeries Lafayette (e seus 70 mil metros quadrados e mais de 3.500 marcas) vale à pena ainda que você não esteja interessado(a) em compras, pois além de ser um shopping imenso com muitas lojas de grife e literalmente produtos da “última moda em Paris”, o prédio por si só já é um show arquitetônico à parte.

As Galeries Lafayette compreendem: Cúpula Lafayette, Lafayette Homem e Lafayette Casa & Lafayette Gourmet. O prédio principal é a Cúpula Lafayette – esse que você não pode deixar de conhecer.

Passeie por cada um dos andares, sempre atento ao teto central – a linda cúpula de vitrais coloridos. Aproveite e conheça o terraço, que garante uma bela vista de Paris.

Outra atividade imperdível dentro da galeria é tomar um chocolate quente na Angelina! O lugar é lindíssimo e o chocolate quente o melhor da vida.

Como “gordice pouca é besteira”, já aproveita e compra também uns macarrons Pierre Hermé. A marca tem dois quiosques de macarrons lá dentro, sendo que um deles fica no caminho para a Angelina.

Galerie Laffaiette

Museu D´Orsay:

O Museu D´Orsay é lindíssimo. Foi construído num edifício onde funcionava uma antiga uma estação ferroviária, a Gare d´Orsay, convertida em museu em 1989, após ficar desativada por 47 anos.

No Museu D´Orsay você encontra exposições permanentes com obras de Van Gogh, Monet, Renoir e Edgar Degas. O acervo do museu é incrível (arte impressionista e neo-impressionista)

O Museu D´Orsay fica aberto de terça a domingo, das 9:30 às 18:00 (mas na quinta-feira fica aberto até às 21:45).

Antes ou depois de visitar o museu, aproveite para caminhar pela Ponte Neuf (a mais antiga de Paris) e pela Pont des Artes (antiga ponte dos cadeados).

Próximo ao Museu D´Orsay tem um bistrô chamado Les Antiquaires, que adoramos conhecer. Se for hora do almoço, recomendo uma paradinha nele.

Obs. Este museu é mais uma das atrações do Museum Pass.

Museu D´Orsay Museu D´Orsay

Museu Rodin:

Auguste Rodin é considerado o melhor escultor francês do século XIX.

O Museu Rodin foi construído onde era a casa do escultor. Uma casa grande e imponente no centro de Paris.

O que mais chama a atenção é o jardim, onde está, dentre outras, a escultura “O Pensador”. No interior da casa você verá a escultura “O Beijo”.

O Museu abre de terça a domingo, das 10 às 17:45.

Obs. O Museu Rodin é mais uma das atrações do Museum Pass.

Museu Rodin

Les Invalides:

Pertinho do Museu Rodin está o Les Invalides. Eu já havia visitado o local na minha primeira ida a Paris. Dessa vez apenas passamos na frente.

O Museu des Invalides é dedicado ao exército francês (conta a história de inúmeras batalhas francesas), lé estão expostas armas, armaduras, uniformes e documentos de guerra.

Em 1674 chegaram os primeiros hóspedes dos Inválidos, totalizando mais de 4.000 no final do século. Soldados que prestaram serviço à armada francesa por mais de dez anos podiam se aposentar, mas muitos preferiam trabalhar costurando uniformes e sapatos.

A Igreja do Domo, construída entre 1677 e 1706, tornou-se um panteão militar onde é guardado o sarcófago com as cinzas de Napoleão I. A cúpula dourada de 100 metros de altura chama a atenção de todo ponto que é vista.

Funcionamento: de 1º de abril a 30 de setembro – das 10:00 às 18:00 horas (às terças, o Domo, o Historial Charles de Gaulle e a exposição patrimonial ficam abertos até as 21:00); de 1º de outubro a 30 de março – das 10:00 às 17:00 horas. Não abre em 1º de janeiro, 1 º de maio e 25 de dezembro e na primeira segunda-feira de cada mês.

Obs. Trata-se de mais uma das atrações incluídas no Museum Pass.

Les Invalides

Dia 3 – Île de la Cité, Champs Elyssés, Arco do Triunfo, Place de Concorde, Jardin des Tuileries e Madelaine

Île de la Cité:

A Île de la Cité é o “coração de Paris“. Trata-se de uma das ilhas do Rio Sena, onde Paris começou. Notre Dame, Sainte Chapelle e o Palácio da Justiça estão lá.

A Sainte Chapelle é uma igreja em estilo gótico, com vitrais coloridos, erguida pelo rei Luís IX. Os vitrais formam 1.113 imagens contando a história da Bíblia.

Após visita a Sainte Chapelle, você pode conhecer a Conciergerie, que fica no Palácio da Justiça. O local serviu de prisão do século XIV até o início do século XX.

O prédio é famoso, pois ali estiveram muitos prisioneiros da Revolução Francesa, inclusive Maria Antonieta.

A próxima parada é a bela Catedral Notre Dame de Paris. A primeira pedra desta Catedral foi colocada em 1163 pelo papa Alexandre III. A igreja foi finalizadas em 1330, possui 130 metros de comprimento e sua arquitetura é em estilo gótico.

Para subir na cúpula é necessário agendar horário. Tivemos sorte, pois chegamos antes de abrir, assim conseguimos vaga logo para os primeiros horários.

Fizemos o agendamento nos computadores ali do lado da fila mesmo. É bem simples: você seleciona o horário e a quantidade de pessoa, aí sai sua reserva.

Em época de muito movimento e alta temporada, talvez seja melhor passar antes e já deixar a reserva feita ou tentar fazer pela internet.

A subida ao topo é feita pela lateral esquerda da igreja (olhando a igreja de frente).

A subida é cansativa, mas é bom pra concluir a meta “subir degraus” do dia. A vista lá de cima é toda cheia de grade, então não achei grande coisa, mas por ser uma atividade incluída no Museum Pass, vale à pena.

Obs. Notre Dame (visita ao topo), Sainte Chapelle e Conciergerie estão inclusos no Museum Pass.

Notre Dame

Arco do Triunfo:

A avenida Champs Elysées termina na Place Charles de Gaulle, onde está o Arco do Triunfo. A praça também é chamada de L’Étoile porque dela partem doze avenidas, formando o desenho de uma grande estrela.

O Arco tem 50 metros de altura e foi construído entre 1806 e 1836, em honra aos soldados que lutaram pela França, em especial nas guerras napoleônicas. Todos os dias às 18:30, ex-combatentes fazem uma homenagem à memória dos soldados mortos em combate, reacendendo a chama, desde 1923.

A vista de cima do Arco do Triunfo é muito bonita, pois de lá se vê nitidamente as doze avenidas que partem da praça L’Étoile. O ponto negativo são as grades, que atrapalham um pouco as fotos.

Obs. Com o Museum Pass você sobre no Arco do Triunfo sem fila.

Arco do Triunfo

Champs Elyssés:

Do Arco do Triunfo, você poderá seguir pela avenue Champs Elyssés a pé até a Place de Concorde.

Passear pela Champs Elyssés é uma delícia. A avenida é ampla, bonita, cheia de lojas legais. Aproveite para passar comprar macarrons na Ladureé. Existem várias em Paris, mas a mais famosa é a loja da Champs (geralmente tem fila).

Place de Concorde:

No caminho entre a Champs Elyssés e a Place de Concorde, há várias barraquinhas de crepe francês. Não deixe de experimentar o famoso crepe de Nutella.

Esta é a famosa Praça da Revolução Francesa onde diversas pessoas foram guilhotinadas, como o rei Louis XVI e Maria Antonieta.

Dependendo a época, você verá a Roda Gigante de Paris (tivemos sorte em vê-la). Em 2018 ela estará montada até maio.

Na Place de Concorde você também verá as Fontes de Fleuves e de Mers e o Obelisco de Luxor.

Place Concorde

Jardin des Tuileries:

O Jardin des Tuileries é um dos mais bonitos da França. O jardim é famoso pelos lagos ornamentais, terraços e pela coleção de estátuas de Aristide Maillol.

Se visitar Paris no verão, a boa pedida é almoçar por ali. Fomos durante o inverno e os restaurantes não estavam abertos (optamos por comer no Le Soufflé, ali pertinho).

Jardin de tulleries

Madalaine:

Após conhecer a Praça da Concórdia e o Jardin des Tuileries, caminhe até a Igreja de la Madelaine, uma igreja católica de arquitetura grega, consagrada a Maria Madalena.

Dia 4 – Palácio de Versalhes

O palácio abre de terça a domingo, das 9:00 às 17:30. O jardim abre todos os dias, das 8:00 às 18:00.

Para ir até Versalhes, tivemos que comprar um ticket de metrô separado, pois o nosso “Visite Paris” era da modalidade mais simples, e só incluía a região central de Paris.

A melhor forma de descobrir como chegar lá é traçar a rota no Google Maps.

É muito importante que você confira se seu pacote de metrô inclui acesso à Versalhes, pois se não incluir e você não comprar o ticket na estação da ida, quando chegar na estação de Versalhes, você não conseguirá desembarcar (Versalhes é uma das estações que exige que o ticket de metrô seja apresentado no momento do desembarque).

Se você descer na estação Gare de Versailles Château Rive Gauche, terá que andar por cerca de 5 minutos até o Castelo.

Um dia para conhecer o Palácio de Versalhes e o jardim é suficiente.

O Palácio de Versalhes é surreal. Um mergulho na história! Se você não está se lembrando muito bem das aulas de história, recomendo que antes de ir você dê uma lida nos seus livros da escola, para relembrar a situação da frança na época do reinado do Luís XIV.

Enquanto as pessoas passavam fome, o rei resolveu mudar a sede da corte para Versalhes, levando com ele toda a nobreza parasitária…

O castelo é coisa de outro mundo… E o jardim é coisa de outro universo!

Para percorrer o jardim é possível alugar carrinhos de golfe (mas achei caro, nem lembro quanto era, mas nem cogitei a possibilidade), comprar o ingresso do Petit Train. Trenzinho (que faz o circuito por todo o bosque até os palacetes Petit e Grand Trianon), ou usar as pernas e pés mesmo (nossa escolha).

Obs. O Palácio de Versalhes está incluso no Museum Pass. Você enfrentará apenas a fila para entrar no palácio, mas não precisará enfrentar a fila para comprar seu ingresso.

Palácio de Versailles Jardins do Palácio de Versailles

Dia 5 – Montmartre, Sacré Coeur, Pigalle e Quartier Latin

Montmartre:

Montmartre é um bairro boêmio, conhecido por ser frequentado por artistas e intelectuais.

Descemos na estação Abbesses, do lado do “muro do amor”, onde tem “eu te amo” escrito em mais de 300 idiomas.

Montmartre retrata um pouco da antiga Paris, antes da revitalização das ruas e padronização dos prédios. Possui ruas íngremes e estreitas, cheias de escadarias, lojinhas e cafés. O famoso “Le Consulat” fica em Montmartre também.

No bairro também está a Place du Tertre, sempre com artistas de rua fazendo caricaturas e desenhos da cidade.

Je táime Montmartre

Basílica de Sacré Coeur

A Basílica de Sacré Coeur é uma das igrejas mais bonitas que já visitei. Um prédio imponente, uma arquitetura de encher os olhos, sem falar na localização (fica no alto do morro).

A vista de Paris que se tem da Sacré Coeur é maravilhosa, assim como a vista que se tem da Sacré Coeur a partir de outros pontos turísticos de Paris (como do Arco do Triunfo).

Também é possível subir até a cúpula da igreja para ter uma bela vista da cidade. A ideia inicial era subir, mas quando chegamos, a cúpula ainda estava fechada, então para não atrasar nossa programação, acabamos deixando para próxima.

Sacre Coer de Paris

Pigalle:

O bairro de Pigalle é onde fica o cabaré Moulin Rouge.

Trata-se de um lugar bem exótico, com muitos sex shops, lojas de lingerie, cabarés e boates.

Quartier Latin:

É no Quartier Latin que está o Jardim de Luxemburgo, que se trata nada menos do que o maior parque público de Paris.

Após conhecer o jardim, siga até a fachada da Universidade Sorbonne.

Na Rue Mouffetard você encontrará vários lugares legais para comer, incluindo creperias e sorveterias (prove o gelato Amorino).

Essa rua fica próxima ao Panthéon, mais uma atração do Museum Pass.

Contruído entre 1764 e 1790, o Panthéon foi criado com a intenção de combinar a arquitetura gótica com a arquitetura grega.

No decorrer da história, o Panteão de Paris teve várias funções: no século XIX serviu para fins religiosos e patrióticos. Sob a Terceira República e coincidindo com o funeral de Victor Hugo, o Panteão foi convertido em um templo dedicado aos grandes homens da França. Lá repousam Voltaire, Molière, Victor Hugo, dentre outros ilustres nomes da história francesa. Não deixe de visitar a cripta.

Outra atração do Panteão é o Pêndulo de Foucault, que retrata o movimento de rotação que a Terra faz (o pêndulo está pendurado lá no alto do domo e embaixo você confere o horário exato). Em 1851, o físico francês Léon Foucault realizou o experimento para provar o movimento da Terra.

Dicas extras:

  • Recomendo o show Féerie do Moulin Rouge. O investimento é alto, mas o show é muito bom. Outras opções de shows de cabaré em Paris são: Lido e Crazy Horse (não fui em nenhum deles ainda).
  • Se tiver um tempo extra, inclua o bairro Le Marais no seu roteiro. É lá que está a praça da Bastilha, símbolo da Revolução Francesa. Outro passeio imperdível no Le Marais é visitar a Place des Vosges, considerada a praça mais bonita de Paris.
  • Não fizemos passeio pelo Rio Sena nessa viagem, mas é também um passeio panorâmico muito agradável. Algumas empresas oferecem jantar, fiz a reserva no Capitaine Fracasse, mas o jantar foi cancelado porque não deu o número mínimo de pessoas (em período de alta temporada imagino que não tenha esse problema), de qualquer forma, tenha cautela ao reservar esse passeio (ainda estou esperando pelo estorno do valor pago).
  • O app Google Maps foi fundamental para traçar nossas rotas e saber qual metrô pegar. Acho fácil usar o metrô em Paris, mas nada como um aplicativo para te dar a melhor rota, certo?
  • A rede de transportes em Paris é tão boa, que pegar taxi ou Uber se torna desnecessário.
  • Paris é uma cidade segura, mas sempre é bom estar atento com seus pertences pessoais, principalmente no metrô (há um aviso no metrô para tomar cuidado com os pickpockets.
  • Sinta-se à vontade para fazer alterações no roteiro. A ideia é que a viagem seja a melhor possível, então organize de um jeito que fique bom pra você.
  • Não é necessário visto para brasileiros que queiram ingressar na França, mas seu passaporte precisa ter ainda pelo menos seis meses de vigência antes da data de expiração.
  • Seguro Viagem Internacional é obrigatório para viajar para França. Não pediram o meu na imigração (escolha por amostragem), mas se te pedirem e você não tiver um, provavelmente terá problemas.
  • Paris é linda em todas as estações, cada qual com suas peculiaridade. Se viajar durante a primavera/verão, aproveite para visitar o maior número de parques possíveis e fazer picnic em pelo menos um deles.

Tenha uma ótima viagem!

Até a próxima,

Anna – Blog Mala de Viagem

 

Deixa seu comentário

Sua Viagem pelo Menor Preço!

Você pode se interessar!

HU Compartilha